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A Nova Securitização e suas aspirações neste novo mercado
Atuante há quase 20 anos no mercado de capitais, o sócio-diretor da Nova Securitização, Roberto Hage, especializou-se na formatação de operações estruturadas, após ter atuado como auditor de INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS e fundos de investimentos, operador autônomo e gestor independente de carteiras focadas no mercado de ações. Após 1997, quando concluiu o curso MBA em Finanças pelo Ibmec, decidiu canalizar ainda mais suas atividades no segmento de operações estruturadas. A idéia de criar a Nova Securitização, com registro autorizado pela CVM em setembro deste ano, nasceu de uma longa amizade com o seu atual sócio, Heleno Neto, proprietário da HELENO CONSTRUÇÕES, atuante com foco na construção de empreendimentos imobiliários residenciais há mais de 30 anos, já tendo entregue mais de 3 milhões de metros quadrados.

A Nova Securitização atuará basicamente em três frentes: na securitização de recebíveis imobiliários de unidades autônomas residenciais e comeciais, dentro e fora de São Paulo; e em operações mais sofisticadas, como as tradicionais em mercados mais desenvolvidos, como as built to-suit e sale lease back. Roberto Hage entende que entre as principais vantagens dessas duas modalidades de securitização é a possibilidade de a empresa focar suas atividades em seu ramo de atuação ao retirar o peso do ativo imobilizado de seu balanço contábil, abrindo espaço para a captação de novos recursos e de investimentos.

O grande desafio para a expansão da securitização do mercado imobiliário é disseminar entre as construtoras as vantagens em todas as etapas desse processo. “Mostrar ao construtor que o financiamento, ao ser feito direto com o incorporador, tem mais apelo entre os futuros compradores por não ficarem presos a uma instituição financeira por um longo prazo. No entanto, a capitalização recente de diversas construtoras por meio da abertura de capital e a farta oferta de crédito pelos bancos ainda devem postergar um crescimento mais acentuado da securitização desses recebíveis no curto prazo”, diz Hage.

A Nova Securitização também atuará no mercado agrícola por meio dos Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRA), que reunirá recebíveis com lastros e prazos de amortização diversificados que acompanham o ciclo de produção e financiamento do agrobusiness (CDCA, CPR, LCA, CRA), tem potencial para se expandir em ritmo semelhante ao dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que nos últimos três anos cresceu a uma média de 30% ao ano.

 
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